05/11/2011

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Não consigo parar de pensar em ti. Não consigo parar de pensar onde estarás neste preciso momento. Se estarás bem, ou não. Mesmo estando longe, eu preocupo-me tanto contigo. Tenho imensa consideração por ti, mesmo estando tão afastada de ti. Eu sempre soube que isto ia acontecer. E sempre te disse. Tu dizias-me que não, mas eu sabia que sim. Sabia que quando crescesses, me deixarias para trás. Mas eu também cresci, e também me tornei numa pessoa forte, que encara tudo sem problemas; tal como tu. A última vez que soube de ti, estavas feliz. E isso para mim, basta. Não quero saber de tudo o que já me disseste, porque sei que te disse coisas piores, e perdoaste-me, como eu te perdoei a ti. És uma pessoa fantástica, e tens um coração ainda mais fantástico. Penso em ti muitas vezes. E posso dizer que tenho imensas saudades tuas. Imensas mesmo. Porque eras a minha companhia todos os dias. Assim que saías da escola, ligavas-me. Como eu também. Contávamos tudo uma à outra. As nossas mães também falavam, quando nos encontrávamos. Lembro-me tão bem de estarmos aos gritos, super contentes, por vires passar uns dias a minha casa. E que eu contava os dias, e as horas. E fazia-te desenhos, para nunca te sentires sozinha. Porque sabia o quanto longe estavas das tuas melhores amigas. Tentava fazer-te sorrir e soltar gargalhadas. E conseguia. Já lá vai um ano e muitos meses. E eu nem acredito, passou tudo tão rápido. Eu lembro-me de gravarmos as nossas parvoíces, de cairmos no chão, de nos afogarmos uma à outra na piscina, como se fosse ontem. Eras a minha melhor amiga, e agora, já nem tenho medo de o dizer. Ajudaste-me mais do que pensas. Graças a ti, tornei-me independente de uma pessoa, que não merecia nada do que lhe dei. E tu é que me chamaste a atenção. Tentaste abrir-me os olhos muitas vezes, e eu na maior parte das vezes, nem te liguei. E desculpa por isso. Mas sim, tiveste sempre razão.
Só tu me compreendias quando tinhas problemas. Só tu me aconselhavas o que fazer. E quando eu estava em baixo, ou em lágrimas por alguma razão, ligava-te. E eras tu que me punhas a sorrir. Eu gostava tanto de ti, mas tanto. Que me custava ter discussões contigo. E nem tivemos muitas, ainda bem. Todas as pessoas ao meu redor sabiam o quanto gostava de ti. Porque eu falava de ti, e não era pouco. Os meus pais sabem o quanto andava feliz para te ver pela primeira vez, pela segunda, pela terceira, pela quarta, e por aí fora. Obrigada pelas poucas discussões que tivemos. Fizeram-me crescer. Fizeram com que eu ficasse mais forte, depois de passar noites a chorar. É muito díficil não te ter comigo, mas acredita, que estou em boas mãos. Estou-me a aguentar. Mas acredita, nunca ninguém conseguirá fazer o teu papel. Eras o meu modelo a seguir, eu admirava-te tanto mas tanto. Obrigada por tudo o que fizeste por mim, obrigada mesmo. Eu ainda te amo.

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